May
16
Muito cuidado, presidenta
Publicado na Carta Capital
O Brasil tem hoje a menor taxa de juros de sua história moderna. Mas é ainda a segunda maior taxa do mundo. Em verdade, na América, na Europa e no Japão a taxa de juros é negativa há já algum tempo. Quer dizer, taxas inferiores às respectivas taxas de inflação. Portanto, se há uma oportunidade para o Brasil trazer sua taxa de juros a um patamar civilizado e em linha com o padrão internacional é agora.
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O Brasil tem hoje a menor taxa de juros de sua história moderna. Mas é ainda a segunda maior taxa do mundo. Em verdade, na América, na Europa e no Japão a taxa de juros é negativa há já algum tempo. Quer dizer, taxas inferiores às respectivas taxas de inflação. Portanto, se há uma oportunidade para o Brasil trazer sua taxa de juros a um patamar civilizado e em linha com o padrão internacional é agora.
Ciro Gomes
May
15
Na contramão da História
Publicado na Carta Capital
Leitor da seção “O Globo há cinquenta anos”, recomendo sua leitura por alunos e professores em sala de aula. Ali, quase diariamente, encontra-se um repositório notável do atraso de nossa vida republicana, o que nos possibilita conhecer o papel de nossa imprensa corporativa como eficiente correia de transmissão da ideologia da Guerra Fria (importando um embate que não nos dizia respeito e trazendo para cá a visão estadunidense), invariavelmente de costas para os interesses nacionais, avessa aos interesses populares e sempre atenta aos negócios do grande capital, principalmente o capital internacional.
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Leitor da seção “O Globo há cinquenta anos”, recomendo sua leitura por alunos e professores em sala de aula. Ali, quase diariamente, encontra-se um repositório notável do atraso de nossa vida republicana, o que nos possibilita conhecer o papel de nossa imprensa corporativa como eficiente correia de transmissão da ideologia da Guerra Fria (importando um embate que não nos dizia respeito e trazendo para cá a visão estadunidense), invariavelmente de costas para os interesses nacionais, avessa aos interesses populares e sempre atenta aos negócios do grande capital, principalmente o capital internacional.
Roberto Amaral
May
14
O capital se faz em casa
Publicado na revista Carta Capital
Já comentei aqui que uma das premissas do êxito civilizatório é a existência de altos níveis domésticos de poupança vinculada ao investimento.
O que não devemos deixar de enfatizar, entretanto, é que, ao contrario da intoxicação ideológica ainda disseminada entre nós, a taxa interna de poupança das nações não é conseqüência fatalista das forças do acaso. É, claramente, conseqüência de arranjos institucionais que a POLÍTICA, e só ela, é capaz de fazer – repetirei.
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Já comentei aqui que uma das premissas do êxito civilizatório é a existência de altos níveis domésticos de poupança vinculada ao investimento.
O que não devemos deixar de enfatizar, entretanto, é que, ao contrario da intoxicação ideológica ainda disseminada entre nós, a taxa interna de poupança das nações não é conseqüência fatalista das forças do acaso. É, claramente, conseqüência de arranjos institucionais que a POLÍTICA, e só ela, é capaz de fazer – repetirei.
Ciro Gomes
Apr
26
O futuro pede ciência e tecnologia
Publicado na Carta Capital
Contrariando os presságios das Cassandras, nosso País vem enfrentando, com o sucesso possível, as consequências da crise do capitalismo globalizado, e aos poucos constrói as bases do que pode vir a ser uma potência econômica, que se deseja democrática e igualitária. Só será democrática se for igualitária, o que muito dependerá do que fizermos a partir de agora. Colhemos, presentemente, os frutos de amadurecida construção histórica, responsável por uma civilização tropical e mestiça com quem muito têm a aprender aqueles povos e aquelas nações que, até aqui, fracassando reiteradamente, se auto-incumbiram do comando dos destinos da humanidade e da Terra.
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Contrariando os presságios das Cassandras, nosso País vem enfrentando, com o sucesso possível, as consequências da crise do capitalismo globalizado, e aos poucos constrói as bases do que pode vir a ser uma potência econômica, que se deseja democrática e igualitária. Só será democrática se for igualitária, o que muito dependerá do que fizermos a partir de agora. Colhemos, presentemente, os frutos de amadurecida construção histórica, responsável por uma civilização tropical e mestiça com quem muito têm a aprender aqueles povos e aquelas nações que, até aqui, fracassando reiteradamente, se auto-incumbiram do comando dos destinos da humanidade e da Terra.
Roberto Amaral
Apr
26
O futuro pede ciência e tecnologia
Publicado na Carta Capital
Contrariando os presságios das Cassandras, nosso País vem enfrentando, com o sucesso possível, as consequências da crise do capitalismo globalizado, e aos poucos constrói as bases do que pode vir a ser uma potência econômica, que se deseja democrática e igualitária. Só será democrática se for igualitária, o que muito dependerá do que fizermos a partir de agora. Colhemos, presentemente, os frutos de amadurecida construção histórica, responsável por uma civilização tropical e mestiça com quem muito têm a aprender aqueles povos e aquelas nações que, até aqui, fracassando reiteradamente, se auto-incumbiram do comando dos destinos da humanidade e da Terra.
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Contrariando os presságios das Cassandras, nosso País vem enfrentando, com o sucesso possível, as consequências da crise do capitalismo globalizado, e aos poucos constrói as bases do que pode vir a ser uma potência econômica, que se deseja democrática e igualitária. Só será democrática se for igualitária, o que muito dependerá do que fizermos a partir de agora. Colhemos, presentemente, os frutos de amadurecida construção histórica, responsável por uma civilização tropical e mestiça com quem muito têm a aprender aqueles povos e aquelas nações que, até aqui, fracassando reiteradamente, se auto-incumbiram do comando dos destinos da humanidade e da Terra.
Roberto Amaral
Apr
25
O Estado-nação e o dragão financeiro
Artigo Roberto Amaral - Coluna Carta capital
À imprensa ligeira e aos economistas midiáticos passa despercebida a guinada da política brasileira, restabelecendo o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, responsável mesmo pelo fortalecimento da economia privada e, em muitos casos, pela sobrevivência da empresa nacional. Assim foi entre nas décadas de 1930 e 1970, as dos melhores índices do crescimento do PIB brasileiro. Não há um só setor da economia nacional que não tenha dependido do crédito ou da proteção estatal, seja mediante investimentos em infraestrutura, seja mediante a proteção ao similar nacional (mesmo no caso das montadoras e de toda a indústria multinacional), seja mediante políticas de favorecimento das compras internas, seja, finalmente, mediante as mais diversas formas de protecionismo.
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À imprensa ligeira e aos economistas midiáticos passa despercebida a guinada da política brasileira, restabelecendo o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, responsável mesmo pelo fortalecimento da economia privada e, em muitos casos, pela sobrevivência da empresa nacional. Assim foi entre nas décadas de 1930 e 1970, as dos melhores índices do crescimento do PIB brasileiro. Não há um só setor da economia nacional que não tenha dependido do crédito ou da proteção estatal, seja mediante investimentos em infraestrutura, seja mediante a proteção ao similar nacional (mesmo no caso das montadoras e de toda a indústria multinacional), seja mediante políticas de favorecimento das compras internas, seja, finalmente, mediante as mais diversas formas de protecionismo.
Carta Capital
Apr
23
Mais Água, Mais Renda, por Valdir Zonin
O governador Tarso Genro e o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio Luiz Fernando Mainardi, anunciaram subsídios para incentivar a irrigação na agropecuária do Rio Grande do Sul, estratégia central para minimizar as perdas com estiagens. O programa Mais Água, Mais Renda se propõe a reduzir as perdas com as estiagens, que vêm causando grandes prejuízos aos agricultores, aos municípios, ao Estado e a toda a sociedade.
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Valdir Zonin - publicado no JC Empresas
Apr
23
Ler é mais que preciso, é indispensável!, por José Stédile*
Questionado se tem o hábito da leitura, o escritor Ariano Suassuna disse que não. “Eu tenho a paixão da leitura. O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento”, disse ele. Já o estudioso Antonio Cândido defende o Direito à Literatura como direito humano, pois se algo é indispensável para nós, deve ser também indispensável para o próximo. Moacyr Scliar escreveu que a casa da leitura tem muitas portas, e a porta do prazer é das mais largas e acolhedoras.
Neste mês, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil, em 18 de abril, dia do nascimento de Monteiro Lobato, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril, falecimento de Cervantes e de Shakespeare. Estas datas nos cobram uma reflexão sobre a leitura no país.
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Neste mês, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil, em 18 de abril, dia do nascimento de Monteiro Lobato, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril, falecimento de Cervantes e de Shakespeare. Estas datas nos cobram uma reflexão sobre a leitura no país.
José Stédile
Apr
12
Artigo: "É preciso tratar da democracia socialista", por Tarso Genro
Mesmo as democracias consolidadas são ameaçadas, hoje, pela crise do sistema financeiro global. É clara a incompatibilidade objetiva entre o processo de enriquecimento sem trabalho, da atual fase do capitalismo global, com os sistemas socialdemocráticos estabelecidos, responsabilizados falsamente pela crise.
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Tarso Genro
Mar
29
O golpe no Brasil e a doutrina de segurança nacional
O golpe e a ditadura militar no Brasil foram aplicação direta da Doutrina de Segurança Nacional. Esta foi a doutrina elaborada pelos EUA e que comandou suas ações durante a guerra fria.
Seu conteúdo totalitário vem das concepções positivistas, que buscam transferir modelos da biologia para as sociedades contemporâneas. O modelo de funcionamento de um corpo humano saudável daria o critério para o funcionamento harmônico das sociedades, com seu critério finalista, em que cada parte contribui para o bom funcionamento do todo. Como consequência, qualquer segmento que não esteja nessa lógica, estaria sabotando o funcionamento harmônico da totalidade e deveria ser extirpado.
Emir Sader - Carta Maior
Mar
29
O golpe, a ditadura e a direita brasileira
O golpe e a ditadura foram a desembocadura natural da direita brasileira – partidos e órgãos da mídia, além de entidades empresariais e religiosas. A direita brasileira aderiu, em bloco, ao campo norteamericano durante a guerra fria, adotando a visão de que o conflito central no mundo se dava entre “democracia”(a liberal, naturalmente) e o comunismo (sob a categoria geral de “totalitarismo”, para tentar fazer com que aparecesse como da mesma família do nazismo e do fascismo).
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Emir Sader - Carta Maior
Mar
29
O golpe e a ditadura militar
O Brasil não era um país feliz antes do golpe de 1964. Mas era um país que dava sequência a um ciclo longo de crescimento econômico, impulsionado por Getúlio, como reação à crise de 1929. Nos anos prévios ao golpe era um país que começava a acreditar em si mesmo. Quem toma com naturalidade agora a Copa do Mundo de 1958 não sabe o quanto ela foi importante para elevar a auto estima dos brasileiros, que carregavam, desde o fatídico 16 de julho de 1950, o trauma do complexo de inferioridade.
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Emir Sader - Carta Maior
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