Entrevista com Caleb de Oliveira
O site do PSB/RS inicia uma rodada de entrevistas com pré-candidatos a prefeito e com presidentes de partido em municípios onde teremos candidaturas fortes em 2012. A primeira entrevista é com o presidente estadual reeleito para a Gestão 2011-2014, Caleb de Oliveira. Abaixo, Caleb fala sobre o trabalho realizado nos últimos anos e os desafios do PSB para o próximo período. Confira:
Presidente, o senhor esteve à frente do PSB quando ampliamos nossa bancada de deputados estaduais e federais e elegemos o vice-governador Beto Grill. A que o senhor credita este significativo crescimento?
Há vários fatores. Um deles é a afirmação do partido como uma das forças políticas relevantes do RS. Em 2002 fui candidato a governador e tivemos chapas próprias em todos os níveis. Em 2006 fizemos o mesmo, com o Beto Grill. Isso permitiu que o partido se tornasse conhecido e respeitado. Em 2010 o fator fundamental foi termos acertado na política de alianças. Tivemos um papel relevante na eleição do governo, com o vice-governador Beto Grill. Nas eleições para a Câmara Federal aproveitamos o potencial eleitoral companheiros Beto Albuquerque e Manuela D'Avila, conquistando mais duas cadeiras mesmo com votações individuais pequenas. Também para a Assembleia Legislativa a política de alianças foi importante. Claro que nada disso seria possível se não tivéssemos trabalhado muito a militância partidária, com novas filiações, formação política e outras iniciativas que fortaleceram o partido.
O Partido também cresceu no interior, ampliando o número de filiados e potenciais candidatos a vereador e prefeito...
As eleições de 2012 são um grande desafio pois quando temos um resultado significativo, como ocorreu em 2010, as expectativas crescem. Ainda é cedo para fazermos previsões, mas teremos um número de candidatos a prefeitos muito maior do que o de 2008, inclusive muito mais preparados e com maior viabilidade. Temos um objetivo de passar de trinta prefeitos e aumentar bastante o número de vereadores.
Além do crescimento partidário, quais foram os principais avanços do PSB neste último período?
Às vezes tendemos a ver os resultados eleitorais como uma espécie de gincana, na qual o objetivo é apenas eleger o maior número de executivos e cadeiras nos legislativos. Mas um partido de esquerda que não mantiver seu projeto transformador se torna irrelevante. Temos que estar preocupados com a formação e qualidade dos eleitos, sua relação com o partido e a sociedade. Cada vez mais vemos pessoas que não têm militância nos movimentos sociais, às vezes privilegiando práticas clientelistas que por uma razão ou outra adquirem certa popularidade e acabam por ocupar as funções eletivas exercendo mandatos de baixa qualidade. O PSB deve estar preocupado com isso no sentido de eleger sim, mas executivos e parlamentares que tenham compromissos reais com o partido e com as transformações.
E para a Gestão que se inicia, quais são os projetos?
No início de 2011 a Executiva, como faz a cada dois anos, realizou um extenso planejamento estratégico. Como a direção eleita no Congresso de outubro é composta pelas mesmas pessoas, com alguns acréscimos, basta um atualização desse planejamento. Os eixos giram em torno da formação da militância, questões relativas à gestão dos municípios, o fortalecimento dos movimentos organizados, como sindical, popular, juventude, mulheres, negros e LGBT e, claro, a questão eleitoral.
Quais os principais desafios do PSB para as eleições municipais de 2012?
Como já disse, o desafio está relacionado ao excelente desempenho de 2010, que gera grandes expectativas. Nas eleições municipais o processo de tomada de decisões é principalmente local. A Direção Estadual pouco intervém, a não ser oferecendo apoio na formação de candidatos, na política de alianças e outros detalhes, mas as decisões são tomadas em cada cidade. Então dependemos muito das circunstâncias locais, do ambiente político que foi construído. De toda maneira é certo que teremos muito mais candidatos e em melhores condições de disputa, o que permite projetar um novo avanço em termos eleitorais.
| < Anterior | Próximo > |
|---|







