Jan 26

Empresários da mineração de areia se interessam por parceria para dragagem de canais

A proposta da Superintendencia de Portos e Hidrovias em firmar uma parceria público-privada com empresas de mineração de areia para garantir a dragagem de canais de navegação pode estar saindo do papel. A ideia, apresentada em março do ano passado, para a Fepam e demais órgãos ligados à fiscalização ambiental, despertou o interesse do Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do RS. O representante da entidade, Walter Fichtner, reuniu-se com o superintendente de Portos e Hidrovias, Vanderlan Vasconselos, no final da tarde desta quarta-feira (25), a fim de buscar mais informações sobre como se desenvolveria a parceria. Também participaram do encontro, os representantes da Fiergs, Leandro Fagundes, e da Sociedade de Engenharia, Cylon Rosa Neto.

Fichtner falou da dificuldade que as empresas mineradoras têm enfrentado para garantir a demanda de matéria prima para a construção civil. "Hoje, a distância percorrida para garantir a extração de areia é de 150 quilômetros da Capital. Isso encarece muito o valor final do produto, em razão do frete", disse o empresário. A proposta apresentada pelo Superintendente, de utilizar o material retirado dos canais de navegação, está sendo levada em consideração pelas empresas e entidades ligadas à mineração.

Vanderlan citou os encontros já realizados com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado e Fepam, bem como Coama - setor do Ministério Público que trata sobre questões ambientais -, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que apoiaram o proposta. "Nosso objetivo com o projeto é unir o interesse público ao privado. Os canais precisam ser dragados e hoje o material retirado não é aproveitado. Uma PPP como esta garantiria a manutenção dos canais de hidrovia, a um custo quase zero aos cofres públicos e solucionaria o problema enfrentado atualmente pelas mineradoras, que é dificuldade de encontrar matéria prima para o setor da construção civil", disse. O superintendente acrescentou que o assoreamento dos rios provoca não apenas problemas para a navegação, já que também  causa alagamentos de cidades em períodos de cheias, em razão da falta de escoamento.

Ao final da reunião os empresários manifestaram seu apoio à ideia. O grupo afirmou que o que foi conquistado até agora foi muito proveitoso, uma vez que a proposta recebe o apoio dos órgãos fiscalizadores do meio ambiente. "Este é um projeto de interesse do Estado. Vivemos um momento em que a construção civil está em uma grande fase, com obras habitacioanis e também com vistas à Copa de 2014. A discussão está aberta e contamos com o apoio de todos", finalizou Vanderlan.


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Autor: Portal do Estado do RS
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